A 12 e 13 de Novembro acontece, em Coimbra, mais uma edição do Pensar Fora da Caixa. Para 2011 decidimos optar por um novo processo criativo, no qual se inclui este trio de Think Tanks onde vamos reunir diversos nomes que estiveram relacionados, de alguma forma, à edição do ano passado com outros que pouco conhecem de nós. Repensar e Recriar são as palavras-chave. A conversação será aberta ao público em geral através do Twitter e do Facebook. Juntem-se a nós.
Kalaf Angelo + Armando Cabral apresentam Packlight, uma Pop Up Store na Fabrico Infinito, em Lisboa, este fim de semana, e uma publicação que pode ser lida (mas principalmente vista) aqui.
Ryan Leslie x Fabolous: Processo Criativo.
O Pensar Fora da Caixa aconteceu este fim de semana. Discutimos indústrias criativas, marketing, jornalismo, design e tantos outros temas. Podem ver tudo ao longo dos próximos dias no facebook do evento.
Regressamos aos posts aqui, e colocamos o resultado da Residência de Criação Instantânea. David Santos (Noiserv) e Pedro Lourenço (Woman in Panic) foram convidados pela Antena 3 para, em 2 dias, criar uma peça musical. Foi apresentada no final do evento, e está agora disponível para download aqui.
Muito obrigado a todos os que mencionaram o projecto Pensar Fora da Caixa ao longo destes dias:
Associação de Estudantes da Universidade da Madeira
e, em destaque, o Diário 2.
O Pensar Fora da Caixa é uma conferência sobre criatividade, e o seu papel enquanto motor de desenvolvimento. Desde 2006 que o sector cultural e criativo ultrapassou os têxteis e a indústria alimentar em termos de contributo para o PIB. São 127 mil empregos que, em vez de o substituir, podem ser uma ajuda essencial ao sector primário.
Acontece a 20 e 21 de Novembro no Pavilhão Centro de Portugal, em Coimbra. Toda a informação está em facebook.com/pfc2010

Perguntas em registo intuitivo. Respostas em letra minúscula. Uma conversa simples com José Cabral, o homem por detrás d’ O Alfaiate Lisboeta.
“The Sartorialist” foi a referência que deu origem ao blog d’ “O Alfaiate Lisboeta”, certo? Scott Schuman é ainda uma fonte de inspiração para si?
a fonte de inspiração para “O Alfaiate Lisboeta” foi a descoberta deste conceito genérico de blogs em que os seus autores publicam fotografias de pessoas com quem se cruzam na rua e por quem se sentem inspirados/atraídos. obviamente, o Scott Schuman e o seu “The Sartorialist” têm a sua quota-parte de responsabilidade no meu projecto uma vez que aquele blog é, a título praticamente indiscutível, a referência mundial na matéria. fiquei encantado a primeira vez que me mostraram o blog mas, muito sinceramente, a inspiração que fui buscar ao “The Sartorialist” foi apenas inicial. num 1º instante a ideia e depois, eventualmente, um outro detalhe mais relacionado com as fotografias em si. nessa fase inicial diria que a sua influência foi marcante mesmo. actualmente é praticamente inexistente. o Scott Schuman tornou-se numa figura incontornável na “fashion scene”, eu não passo dum tipo que tem por hobby fazer aquilo que ele tem como ocupação principal e, como tal, movemos-nos em círculos e escalas completamente diferentes. além do mais o Scott Schuman tem todo um passado ligado à moda. o facto de eu não ser um “agente” no mundo da moda faz com que, muito provavelmente, tenhamos visões completamente distintas do fenómeno. a mim, para além da inspiração estética mais óbvia que se busca numa fotografia de rua interessa-me também perceber os processos que estão a montante daquilo que a imagem nos mostra. ou seja, interessa-me perceber o que vem antes da imagem. as imagens pré-concebidas que temos sobre determinadas peças, os motivos que nos levam a rejeitar liminarmente um determinado adereço ou a ter um fascínio desmedido por outro. o lado social da moda se quisermos. porque a moda não pode ignorar o mundo que a rodeia, ela guia-se pelos padrões de referência duma determinada época. uma colecção pode optar por ser mais ou menos convencional mas dificilmente será verdadeiramente disruptiva com os tais padrões.
Considera-se um Criativo?
suponho que sim. vou-lhe ser muito franco. acho que “O Alfaiate Lisboeta” é um projecto tremendamente criativo. imagino que isso possa não ser óbvio para todos uma vez que o seu conceito genérico foi praticamente decalcado de algo que já existia. mas a verdade é que vivo absolutamente convencido de que é um projecto inovador uma vez que liga mais a moda (ou aquilo que se faz dela) ao mundo. o que pretendo dizer com isto é que uma determinada peça não singra no mercado apenas porque é, em si mesma, mais ou menos bonita. há uma infinidade de factores que, no limite, podem ser muito mais importantes que o seu aspecto geral. e acho que é aqui que “O Alfaiate Lisboeta” marca um bocado a diferença. mantém a moda em ligação constante com tudo o que a rodeia. a moda é, ela mesma, um facto social.
deixo-lhe três links de uma mesma pessoa [Rui Quinta]. de alguém que, estou convencido, tem inspirado directa e indirectamente a minha vida criativa. uma pessoa que é, para mim, o esboço perfeito daquilo que é “pensar fora de caixa”. tinha lido na diagonal as suas perguntas e não tinha reparado neste seu último pedido e, quando o li, pensei imediatamente neste meu amigo, o Rui Quintahá também um outro factor que faz, no meu entender, d´ “O Alfaiate Lisboeta” um projecto diferente. ele gera emoções. e a emoção é um dado essencial no consumo. a apresentação de um produto envolvido numa aura de emoção pode transformar por completo a imagem que se tem dele. de certa forma estamos aqui a falar de alguns princípios gerais de Marketing. temos um produto que é aquilo que é não o podemos melhorar intrinsecamente mas, sem sombra de dúvida, que o podemos transformar aos olhos do consumidor
Como define “Criatividade” ?
muito sinceramente, a 1ª coisa que me ocorre quando me falam em criatividade é a ideia de uma “outra via”. de uma “outra solução”, de uma “outra perspectiva”. por isso, para além do significado mais óbvio (até do ponto de vista etimológico) que está relacionado com a “criação” pura, a “criatividade” transporta-me também de imediato para um novo patamar de soluções, para um novo olhar sobre uma mesma realidade já conhecida. invenção e re-invenção.
Três fontes de inspiração.
não sou muito bom com enumerações. acho que me fico com aquela que me parece mais óbvia - as pessoas. são elas que, no fundo, são responsáveis por aquilo que eu faço. primeiro porque são elas próprias que tornam este projecto possível e depois porque são elas mesmas a minha maior fonte de inspiração. por vezes o sentido e a direcção de um post pode ser completamente definido pelo diálogo que tenho com a pessoa quando a fotografo.
Inspirações/ Referência pessoais.

Um grande documentário da MTV sobre a actual “rising star” do hip hop e RnB, Drake. A ver, no link.
A pr360 é oficial!
Juntem-se à conversação aqui, no tumblr e aqui.
The health of a medium is determined by the strength of the brand and the power of the product to create a meaningful, relevant experience for the user no matter if the medium is old or new.
In the new media age, some traditional media and some new media will survive and grow while weaker products will fall by the wayside.
The key word is selectivity, determined by the user’s experience with the brand and the product.
— Publishing mogul, Jonathan Newhouse of Conde Nast when asked at a recent luxury summit: Who will win: traditional or new media? (via designersocial)